sexta-feira, 19 de abril de 2013

Memórias Perdidas Para Todo O Sempre...


O ajuste de cores feito pelo meu querido amigo Phillip Johnstone!
Valeu Phillip!;)
Eu e meu doce pai...

Desde jovem o meu pai escrevia contos com um pseudônimo.
Eu, quando criança lembro de minha mãe arrumando as gavetas de meu pai,
e guardando as cartas de amor que ele escrevera,os seus contos,
e lembro também que em cada gaveta de meu pai havia alguns olhos de boi...
eu ficava lá sentada e minha mãe arrumava e eu desarrumava...
ela sorria, me tirava do gavetão e arrumava de novo...
quando adolescente eu cheguei a lê-los e o pseudônimo de meu pai era um nome de Santo...
acho que era Santo Onofre se não me falha a memória...
santo Onofre é um eremita,acho lindo este pseudônimo...
Quando meu pai se aposentou, a primeira coisa que fez foi se matricular em um curso para contos,
e voltou a escrever e escrevia, escrevia com gosto em sua máquina de escrever Olivetti de ferro.
Máquina esta que eu aguardo até hoje com amor, só não sei aonde...
estas memórias são guardadas tristemente em minha cabeça,
já que tive que sair do apartamento de meus pais porque o primogênito da família voltou de seus estudos
e quis que eu deixasse o meu antigo lar rapidamente.
Eu não tive tempo de recolher os contos de meu pai...
não tive tempo de recolher o que para mim era tão raro e precioso...
as idéias e as ficções que meu lindo pai criara...
Tudo que eu guardo no coração, é que mais ou menos aos 20 anos,
eu lia todos os textos ainda em construção,
e eu tinha orgulho da confiança a mim depositada...
meu doce pai fazia questão de compartilhar e perguntar o que eu achava de seus textos...
era uma troca tão linda, saudável e lembro que eu lia alto para a minha mãe também...
meu pai aceitava as minhas sugestões
e debatíamos os contos:brigávamos e ríamos...
estas lembranças ficam eternamente em minha memória,
porque os textos, ahhhh os textos,
ficaram nas gavetas guardadas por um filho que não deu muito atenção aos escritos de quem o criou...
meu irmão não conviveu muito com esta fase,
e tampouco se importou em ter uma memória afetiva intensa guardada com amor sobre quem lhe deu a vida e criação...
S.F.

Ensinem os filhos de vocês a serem unidos
e também a perceber os valores das memórias de seus antepassados...

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