domingo, 7 de setembro de 2014

Parece que é assim...

Parece que é assim...
Eu me mudei toda feliz, com todo amor para uma comunidade.
As pessoas aqui são bem bacanas .
A casa fica em um local alto mas tem quintal, tem árvore, tem espaço,
tem laje.
O problema é que no pacote ali no quintal tem um kitnete
e junto veio uma vizinha que não ouve música, não canta
e sempre me tratou como inquilina dela.
Primeiro deixou eu colocar a máquina de lavar no quintal perto do tanque,
e depois que gastei dinheiro e instalei "mandou retirar".
Beleza. No meu ponto de vista fico aqui tentando entender o que a faz ser tão reativa  a minha presença já que sou quieta para cacete...
eu quis arrumar a fiação do lado de fora da casa dela já que é um fio desencapado
e ouvi "não está funcionando, está pronto"...
comprei terra para a árvore e ouvi um "não eu prefiro cavar terra do muro".
Convenhamos que esta pessoa mora numa comunidade
e já que veio lá debaixo também um dia me disse "favelado é favelado"....
como assim? Rs ela habita numa comunidade. 
Ela está fazendo tudo para que eu me sinta mal e vá embora.
Fica evidente que ela estava bem confortável morando sozinha aqui
e se incomodou quando eu lavei muita roupa e pendurei na minha laje.
É muita loucura para eu entender porque esta pessoa tem a laje dela,
que por sinal está imunda. 
Ela deixou de limpar tanto o quintal como a sua laje.
beleza eu tô limpando porque eu não sou porca
e me recuso a viver em um ambiente que não seja asseado. 
Ela até pode querer que seja mas eu não vou desistir...
durante uma semana eu meditei
e criei a muito custo um muro imaginário entre a minha casa e a dela.
Entre a infelicidade dela, os seus ressentimentos e as ameaças  veladas,
as ironias de um ex namorado sinistro que de vez em quando vem aqui
e que não me respeita.
Não abro a boca. Nada falo e nem olho para a cara deles.
A idéia inicial era fazer uma horta mas procuro agora referências para que a horta seja feita em caixas de plástico e que possam ser menores e na laje.
A idéia era fazer do atêlie um local de encontros para todos que quisessem dividir idéias,
conversas, trabalhos e que fotógrafos pudessem utilizá-la
e capturar a bela vista que eu vejo todos os dias.
Infelizmente eu tenho vergonha de trazer as pessoas aqui num lugar que não é por ser carente não,
é que existe uma pessoa que não consegue conversar com a outra.
Para ela conversar é discutir. 
Eu me lembro que me mudei nas férias dela e ela na minha cara disse 
"minhas férias foram uma merda"!
Outras pérolas me foram ditas como
"O que vc fica fazendo de noite andando para lá e para cá?",
"não havia gatos aqui antes de você se mudar, você está alimentando eles,não é possível!"
e  "Olha lá hein comunidade é comunidade! 
Esta última me pareceu um tom de ameaça,
mas o problema é que a senhora não é má.
Ela parece ter sofrido e sofrer muito na vida.
Não acho que ela é má mesmo, apenas ela tem receios
e se posiciona num  papel de vítima, de coitadinha.
A massacrada pela nova moradora.
Um belo dia acordei e havia um batente de porta em sentido horizontal à árvore para a minha porta.
Vizinhos passaram e disseram "o que este pau está fazendo aí nesta árvore"? 
Sinceramente, eu nem tinha me dado conta!
Ele estava apontado para a minha porta.
Isto é muito grave ao meu ver.
Não vou desistir ou me mudar por causa de uma ressentida. 
Esta senhora sabe que cheguei aqui exausta,
que tinha planos e sonhos e está fazendo de tudo para me expulsar.
Pressões psicológicas e guerra de nervos.
Quanta babaquice!Quanta infantilidade!
Eu devo continuar e que em meu  muro imaginário cresçam heras protetoras.
Que as plantas me protejam desta mulher e de sua péssima energia. 
S.F.

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